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ALICE

Debaixo da terra mora minha mente soterrada

       O espetáculo ALICE estreou em agosto de 2017 no Festival de Edimburgo, Escócia, em sua 70ª edição, onde ficou em cartaz durante um mês.

        Em seguida, em março de 2018, o BAK foi para o México para a realização de uma curta temporada do espetáculo.

        Em 2019 o trabalho tem estreia nacional na Cidade das Artes - Rio de Janeiro. Em seguida, entrou em temporada no Teatro Municipal Carlos Gomes - Rio de Janeiro.


 

       Inspirados nas obras Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho; e nos relatos sobre Lewis Carroll e sua curiosa relação com a personagem-título, a Companhia desenvolve um trabalho onde os temas da violência, do medo e da infância formam o principal eixo para a composição do espetáculo. Alice se desenvolve numa atmosfera sensorial e dinâmica onde movimento, som e imagens compõem uma dramaturgia fragmentada, conduzindo o público ao universo lúdico, mas também, tenebroso da infância.

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Deflorando o manuscrito de 

Lewis Carroll

    Em sua dramaturgia fragmentada, o espetáculo ALICE traz como protagonista uma adolescente branca que vive sob os cuidados de uma família negra.                                                            

       Num dia comum, Alice desperta de um pesadelo e ouve sua família aos gritos, tentando acordá-la para ir à escola. A partir deste momento, Alice vai enfrentando obstáculos que a colocam o tempo inteiro em questão sobre quem é, apresentando os conflitos de uma menina cujo corpo transita – talvez rápido demais – da infância à vida adulta.

          Os temas do medo, da infância e da violência formam o principal eixo para a composição do espetáculo. Diversos acontecimentos – que vão da morte de seu “gato invisível” a um episódio de estuproapresentam Alice a este “mundo real”, produzindo nela medo e, consequentemente, um desejo incessante de fugir. Enquanto tenta escapar, Alice se depara com seus próprios fantasmas, passando a questionar se esse mundo seria realmente o País das Maravilhas.        

       Alice é um grito. Um protesto ao áspero momento político mundial. Através dessa obra ícone da literatura universal, buscamos criar um espetáculo que produza perguntas no público, abordando questões como o racismo, a violência de gênero, a instituição família, as relações de poder, a violência urbana entre outros temas que, dia após dia, nos atravessam nas esferas políticas, econômicas e sociais.

PROPOSTA DE DIREÇÃO

por João Marcelo Pallottino

     O espetáculo é uma reflexão sobre o medo e o enfrentamento das fantasias de uma menina que atravessa um dia comum. Alice é uma obra ícone da literatura mundial, uma história que muitas vezes é associada a um público infanto-juvenil, porém sua complexidade ultrapassa a infância sendo uma obra de impacto ímpar para o público adulto.


           Criamos o espetáculo partindo de duas forças. O tema da violência, da crueldade como matéria-prima das sequencias que aparecem diante dos olhos da menina em um mundo perigoso, tomado de incertezas; bem como os polêmicos dados biográficos sobre o autor – Lewis Carroll – cujas acusações de interesses por crianças ultrapassariam o afeto comum. 


      O País das Maravilhas seria um lugar ideal ou a possibilidade de fazer um encontro com seus próprios medos, seus fantasmas, sua própria fantasia? As cenas se passam como composições fotográficas onde os acontecimentos não tem relação narrativa em evolução. Visualidade, som e movimento trazem um fluxo caótico que cria obstáculos para a trajetória da personagem-título.

      O espetáculo é uma experiência sensorial onde o real se confunde com o imaginário, 
a ficção com a biografia. 

Art must be disturbing, art must questio